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Dissertações

Subjetivação Liberdade em Michael Foucault

Alexandre Gomes dos Santos

Dissertação
Autor
Alexandre Gomes dos Santos
Orientador(a)
José Maria Arruda de Souza
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ — UFC
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2011
2011Alexandre Gomes dos Santos. Subjetivação Liberdade em Michael Foucault. 2011. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ, CE. Orientador(a): José Maria Arruda de Souza.2

A obra de Michel Foucault, como ele mesmo afirma no final de sua vida, teve como eixo temático o debate em torno da formas de subjetivação sofridas pelos indivíduos na sociedade ocidental e sua relação com os “jogos de verdade”, ou aquilo que se diz de verdadeiro ou de falso através dos discursos de saber sobre o homem. Nossa tentativa tem sido apreender esta relação incontida entre sujeito e verdade a partir de um tema que para nós se faz conexo – a liberdade. Liberdade enquanto “condição ontológica da ética”, de uma ética que se apresenta como a forma refletida que essa liberdade toma. É a partir deste estatuto que inquirimos o discurso foucaultiano, perseguindo a noção de “cuidado de si”, de um si que se apresenta enquanto se fomenta a si mesmo, o que nos causa uma certa perplexidade quando de nossa apercepção da ausência de conteúdo deste si, tendo apenas a forma que o sujeito se dá enquanto se faz existente e atuante no mundo. Foucault nos oferece um método onde o fundamento, o universal, onde o conceito dado e não questionado é posto de lado operando-se a fórmula e se. E se não dispuséssemos de universais para garantirem nosso saber, e se somente pensássemos os sujeitos como realidades decorrentes dos efeitos que certos conceitos promovem quando feitos valer enquanto realidades do humano? Este método nós abraçamos aqui de forma a livrarmo-nos do pensar alinhavado na lógica do fundamento universal, então passando a requerer o novo no pensamento, armando-nos com o seu presente. A liberdade em Foucault é tema que nos fora oferecido enquanto vislumbrávamos perspectivas diversas desta relação sujeito-verdade que Foucault perseguira enquanto pensador arqueológico dos saberes sobre o humano; enquanto pensador genealógico dos poderes atrelados a tais saberes; e, enquanto pensador de uma eticidade que cuida do outro por meio de um cuidado consigo.