Subjetividade como responsabilidade em Levinas: quando a alteridade atravessa o sujeito
Maria Lúcia Lima de Queiroz Santos
- Autor
- Maria Lúcia Lima de Queiroz Santos
- Orientador(a)
- Marcelo Luiz Pelizzoli
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO — UFPE
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2004
Levinas, fundando sua teoria da subjetividade na idéia do Infinito, cinde o ser em duas categorias e, em Totalidade e Infinito, vai ter como êxito central o tipo de relação que se estabelece entre esses dois termos, mostrando como eles se mantém separados, apesar da relação. A noção de Infinito, vital em sua obra, equivale à Trancendência, Exterioridade, Metafísica, absolutamente Outro. Somente se colocando na perspectiva dessa idéia é que se pode perceber o sentido do humano que o autor procura imprimir em seu pensamento, é só lá que é possível perceber o sentido das totalidade, as quais só se resiste a partir da separação. A resistência à totalidade é a tese que anima e dá consistência às suas elaborações sobre o sentido do sujeito viver num mundo que insiste em apresentar-se como sistema, por ser esse o modelo de inteligibilidade dominante no Ocidente até Hegel.
