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Dissertações

""""Subjetividade e Idealismo no Tractatus Logico-Philosophicus e nas Observações Filosóficas de Wittgenstein"""".

Priscilla da Veiga Borges

Dissertação
Autor
Priscilla da Veiga Borges
Orientador(a)
André da Silva Porto
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS — UFG
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012Priscilla da Veiga Borges. """"Subjetividade e Idealismo no Tractatus Logico-Philosophicus e nas Observações Filosóficas de Wittgenstein"""".. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, GO. Orientador(a): André da Silva Porto.2

O presente trabalho discute os aforismos 5.6 a 5.641 do Tractatus Logico-Philosophicus e o capítulo VI das Observações Filosóficas. O vínculo entre dois textos de fases tão distintas da filosofia de Wittgenstein não foi realizada segundo uma investigação histórica, mas através de um suporte temático e teórico. Nestes textos, pretende-se desenvolver questões relacionadas à subjetividade e ao idealismo em Wittgenstein, tendo como principais referências teóricas, concepções e interpretações retiradas de obras de dois comentadores da filosofia de Wittgenstein, quais sejam, The nature of all being de Raymond Bradley e Insight and Illusion de P.M.S Hacker. Ao longo do desenvolvimento do trabalho buscou-se mostrar que subjetividade e idealismo nestes dois textos de Wittgenstein assumem uma forma muito peculiar. Nos aforismos 5.6 a 5.641 do Tractatus o tema da subjetividade é apresentado com características transcendentais e o idealismo coincide com o realismo, pois o sujeito transcendental é limite da linguagem e do mundo. No capítulo VI das Observações Filosóficas Wittgenstein através de inéditos experimentos de pensamento sustenta uma tese deflacionista da noção de sujeito que refuta a doutrina transcendental do Tractatus (HACKER, 1986, p.226). Através de análises lógico-semanticas, procurou-se mostrar que nos dois textos há uma noção de consciência irredutível à pessoa ou às mentes, o que significa dizer que o termo “consciência” não deve ser descrito a partir de um termo geral ou interpretado como um conceito. Tal termo deve ser descrito a partir de um termo singular, e, por conseguinte, interpretado como um objeto, porém, não no sentido de um corpo. No Tractatus o termo “consciência” seria análogo ao termo “mundo” podendo ser substituído por ele no contexto dos aforismos 1 a 1.21. Do mesmo modo, no capítulo VI das Observações Filosóficas o termo “consciência” é descrito como “o espaço fenomênico” onde ocorrem as sensações de dores. Neste sentido, o que gera contra-senso na linguagem cotidiana é o modo de falar segundo a qual cada indivíduo sente as próprias dores, pois a partir de enunciado do tipo “Eu sinto dor” é possível surgir uma confusão entre pessoa e espaço fenomênico, dado que a palavra “eu” é enganosa. Segundo essa análise, dor ocorre no espaço fenomênico estando apenas contingentemente relacionada aos indivíduos. Assim, nos dois momentos da obra de Wittgenstein pesquisados na presente dissertação, encontram-se argumentos que tentam evitar a confusão categorial entre termo singular e termo geral. Essa foi a principal conclusão de nosso trabalho.