- Autor
- ANDRÉ LUIZ FAVERO
- Orientador(a)
- SCARLETT ZERBETTO MARTON
- Universidade
- UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2011
Percorrendo um pensamento em que a ontologia, assistida pela fenomenologia, fornece inteligibilidade suficiente para a elaboração de uma ética existencialista, este trabalho pretende demonstrar como a acepção sartriana acerca da subjetividade é indissociável, para ser devidamente compreendida, do fenômeno por ele intitulado como má-fé. Essa demonstração busca evidenciar ainda como a empreitada sartriana em descrever a realidade humana como “ser-Para-si”, cuja existência precede a essência – exaustivamente analisada na obra de que mais nos servimos (O Ser o Nada) – opera uma reconfiguração no significado das noções comumente empregadas nas tentativas filosóficas de explicar a subjetividade, a saber: “cogito”, “Eu”, “indivíduo”, “pessoa”, “identidade”, .“si” e “sujeito”. Assim, investigamos em que medida a noção particularmente sartriana de subjetividade necessariamente comporta o fenômeno da má-fé, numa consonância tal que a compreensão de ambos é reciprocamente iluminada. E se assim é, por fim, averiguamos a possibilidade (ou não) da existência autêntica, avesso da má-fé, para concluirmos com a imperiosidade do impasse que aí se instala.
