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Dissertações

Sujeito e liberdade no pensamento de Michel Foucault

Maria Fernanda Cardoso Santos

Dissertação
Autor
Maria Fernanda Cardoso Santos
Orientador(a)
Alípio de Sousa Filho
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE — UFRN
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012Maria Fernanda Cardoso Santos. Sujeito e liberdade no pensamento de Michel Foucault. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, RN. Orientador(a): Alípio de Sousa Filho.3

Michel Foucault declara, em um de seus escritos, que seu trabalho pode ser caracterizado como uma “história crítica do pensamento”, uma história do sujeito em sua relação com os jogos de verdade. Baseado nos estudos das contingências históricas que estão presentes na constituição dos conceitos, Foucault procura demonstrar o quanto o sujeito é constituído a partir de várias determinações, em relações de poder e saber. Ao mesmo tempo em que procura pensar nas determinações que forjam nossas próprias subjetividades, fazendo com que emerja de suas reflexões uma concepção de sujeito sem muitas possibilidades de escolha, coagido de certa maneira por suas contingências, Foucault também considera ser o objetivo de seu trabalho a criação de liberdade, propondo uma ética que se efetive como estética da existência, em um processo agonístico em que faríamos de nossas vidas obras de arte, vivenciando, em práticas concretas, experiências de liberdade. Essa aparente contradição na obra foucaultiana – a concepção de sujeito como fruto de determinações, por um lado, e sua postura ética de busca de criação de liberdade, por outro – conduziu as pesquisas e elaborações do presente trabalho. Para compreender a maneira como Foucault articulou essas duas ideias foi necessário elucidar e interrelacionar a maneira como ele pensou os conceitos de sujeito, poder e liberdade. Percorrendo com o autor seu itinerário intelectual, foi possível identificar e descrever profícuas ferramentas conceituais para pensarmos sobre nossas próprias determinações e sobre as possibilidades que temos de, a partir delas, criar novas subjetividades e experiências de liberdade.