Teoria do conhecimento de Hobbes: Análise dos conceitos de sensação, linguagem e razão
Alfredo Santiago Culleton
- Autor
- Alfredo Santiago Culleton
- Orientador(a)
- JOÃO CARLOS BRUM TORRES
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL — UFRGS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1998
Este trabalho estuda o que pensamos ser a base do pensamento filosófico de Thomas Hobbes - sua teoria do conhecimento. Ele propõe duas fontes de conhecimento humano. Uma originária da natureza, e comum ao dos animais, fundada na experiência e contingente porque limitada à percepção. Estudamos como se dá esse acontecimento que Hobbes chama sensível ou fundado na paixão...A outra fonte, não natural à natureza humana no sentido de inata, Hobbes a identifica como arte, no sentido de ser artificial, de ser uma construção intencional e voluntária de elementos arbitrariamente escolhidos - arte esta que imita Deus na criação e na qual não cabe contingência, mas somente necessidade. Este conhecimento, exclusivamente humano, é chamado de racional...Se o conhecimento sensível é absolutamente contingente e o racional não passa de um fogo criado e regrado pelo homem, nenhum dos dois faria sentido se não fossem mediados pela linguagem. É a mesma linguagem que sinaliza as percepções na memória e é capaz de torná-las públicas, por um lado, e, por outro, que se sujeita à razão e é capaz de concluir necessariamente...A maneira como ocorrem as relações entre sensação, linguagem e razão bem como a gênese deste processo e suas consequências na teoria do conhecimento de Thomas Hobbes é o que expomos nesta dissertação.
