- Autor
- Julio Cesar Gomes Santos
- Orientador(a)
- Edvaldo Souza Couto
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA — UFBA
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2009
A dissertação sobre o tema “A Teoria Estética como Projeto de Emancipação de Theodor W. Adorno” tem como principal objetivo identificar e discutir, na Filosofia de Theodor Adorno, a possibilidade de emancipação do homem a partir de sua teoria estética, que traz a arte como fundamento. Essa teoria se localiza na filosofia adorniana como uma nova e eficaz proposta de formação cultural (bildung) da humanidade, buscando a reconciliação entre homem e natureza, a reabilitação do espírito subjetivo e a superação da crise de formação que se instalou no mundo contemporâneo em conseqüência do projeto regressivo e totalitário do Esclarecimento. Para se chegar à teoria estética como projeto formativo emancipatório foi necessário realizar a leitura dos principais textos de Adorno utilizados nessa dissertação: Dialética do Esclarecimento (escrita juntamente com o amigo Max Horkheimer), Teoria da Semicultura e Teoria Estética, como se fossem escritos e organizados sob o método dialético hegeliano. Esse método também serviu como norte para a estruturação dos capítulos deste trabalho que apresentou a ordem dos temas: o conceito de Esclarecimento; semicultura e a teoria estética. Em todas as outras noções que despontam ao longo dessa dissertação (como a divisão do trabalho, a autoconservação, a semiformação e a indústria cultural) foram expostos os seus respectivos métodos regressivos de conduzir o homem à emancipação e inseridos ao longo dos capítulos como processos formativos regressivos de projetos anteriores que serviram como alicerce para Adorno compor a sua teoria. Essa teoria é uma espécie de síntese do pensamento do filósofo e propõe a (re) estruturação do pensamento humano, da Filosofia e da relação sujeito/objeto, por meio de um modelo de formação cultural privilegiado, por proporcionar ao homem um conhecimento através da dialética, portanto de cunho reflexivo, sem rupturas e imposições de hipóteses filosóficas, não regressando, portanto, ao mito, ou à barbárie totalitária da razão instrumental decorrentes do Esclarecimento.
