- Autor
- Manuel Bueno de Brito
- Orientador(a)
- Joel Pimentel Ulhôa
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS — UFG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2001
Em sua obra, Leviatã, ou Matéria, Forma e Poder de um Estado Eclesiástico e Civil, Thomas Hobbes faz um minucioso exame da natureza humana, de que resultam dois diagnósticos dominantes: o primeiro é o de que, no estado de natureza, há uma guerra incessante de todos os homens contra todos os homens, guerra que decorre, paradoxalmente, do fato de serem todos iguais quanto às faculdades do corpo e do espírito; o segundo constata que constitui uma inclinação de todos os homens serem movidos por uma perpétua e incessante ambição de poder e mais poder, que termina apenas quando morrem. Assim, para alcançar a paz e conservar sua vida em segurança, os homens não têm outro caminho senão o de procederem conforme recomendam o medo da morte e os ditames da reta razão: por meio de um pacto renunciar cada um ao seu poder e liberdade, transferindo-os para um poder comum e soberano, concentrado no Estado. O Estado deve ser suficientemente poderoso para ter eficácia diante das dimensões das causas que levam os súditos a instituí-lo. Por isso, Hobbes formula a doutrina que propõe o Estado Leviatã, objeto deste trabalho.
