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Dissertações

TÍ ESTIN ANÁMNESIS? UMA ANÁLISE DA ANÁMNESIS NO MÊNON DE PLATÃO

Wanderlan Santos Porto

Dissertação
Autor
Wanderlan Santos Porto
Orientador(a)
Markus Figueira da Silva
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE — UFRN
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2008
2008Wanderlan Santos Porto. TÍ ESTIN ANÁMNESIS? UMA ANÁLISE DA ANÁMNESIS NO MÊNON DE PLATÃO. 2008. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, RN. Orientador(a): Markus Figueira da Silva.1

Esta dissertação tem como objetivo analisar de que modo no Mênon, Platão relaciona a anámnesis a outras noções que neste diálogo são discutidas e, deste modo, tentar compreender o que ela é. Esta investigação visa inicialmente situar em outros diálogos platônicos a ocorrência do termo anámnesis para que verifique-se os aspectos que interligam estas obras a fim de precisar a compreensão do sentido mais adequado no Mênon. Verificar-se-à também, quais elementos da teoria do conhecimento platônica vão se interligando no diálogo de modo a revelar que o Mênon, que tem como questão central a areté, resguarda um conflito entre a sofistica e a filosofia. Tal embate acontece entre a Geórgias através do seu ensinado Mênon, e Socrátes que nega as teses do relativismo ético e epistemológico. Observamos também, de que forma se dá a assunção de uma via de acesso ao conhecimento que se configura como mais segura, a saber, a anámnesis. O questionamento de Mênon desde o início do diálogo nos instiga a inquirir esse interesse erístico, que ao ser confrontado com os interesses socráticos levaria-os ao estado aporético inicial e que paulatinamente é substituído pela aporia fundamental do conhecimento, este aporia é ponto de partida para a compreensão da anámnesis. Ao assumir-se a dialética como método investigativo surge a necessidade por parte de Socrátes e de Mênon, de abandonar o didaskein e assumir a mathésis como possibilidade de construção do conhecimento. Abre-se assim uma das questões principais que este trabalho analisa, se a anámnesis é possibilitadora de acesso às Formas e se a mesma possui um estatuto similar a mnéme. No momento em que Socrátes explicita no diálogo o que é anámnesis, através da mostração feita com o escravo Mênon, há a utilização filosófica de elementos míticos que, segundo nossa análise, permitem a compreensão efetiva do sentido da construção dialogada do conhecimento que exterioriza o que se deseja aprender, ou seja: o que é anámnesis.