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Dissertações

Tomismo e filosofia transcendental: mediação transcendental da metafísica em J. Maréchal e E. Coreth

Luís Carlos Silva de Sousa

Dissertação
Autor
Luís Carlos Silva de Sousa
Orientador(a)
Manfredo Araújo de Oliveira
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ — UFC
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2001
2001Luís Carlos Silva de Sousa. Tomismo e filosofia transcendental: mediação transcendental da metafísica em J. Maréchal e E. Coreth. 2001. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ, CE. Orientador(a): Manfredo Araújo de Oliveira.2

Este trabalho trrata da filosofia inspirada em Tomás de Aquino obteve grande impulso com a obra de J. Maréchal (1878-1944) . ..Iniciador de um processo interno de auto-superação e diálogo com o pensamento moderno, Maréchal irá confrontar, pela primeira vez, o pensar da tradição tomista e a reflexão proposta pelo método transcendental de Kant. A escola de Maréchal vai ser conhecida como tomismo transcendental ou escolástica transcendental .Seus representantes mais significativos são J. B. Lotz, K. Rahner, A. Marc, J. B. F. Lonergan e E. Coreth. Também sofreram influência da iniciativa de Maréchal, mas seguindo posteriormente seus próprios caminhos, G. Siewerth e M. Müller. ..Para L. B. Puntel, todos esses autores têm em comum a recepção e utilização do método transcendental . É claro que o método transcendental será diferenciado em cada autor. Além de Kant, os autores entabularam um diálogo rigoroso com o pensamento de Fichte, Schelling, Hegel e, de modo intensivo, com Heidegger.....A pretensão básica do tomismo transcendental consiste, portanto, em ler a obra de Tomás de Aquino através do método transcendental. Mas como é possível conciliar """"tomismo"""" e """"filosofia transcendental""""? Como é possível conciliar duas posturas aparentemente tão distantes? O próprio Kant apresentou críticas ao dogmatismo da metafísica clássica, na medida em que esta não levanta a pergunta, prévia à tematização direta dos objetos: quais são as condições de possibilidade e legitimação do conhecimento dos objetos? Com o advento da filosofia moderna, sobretudo em Kant, o """"lugar"""" de tematização e legitimação de conhecimento sofre uma alteração. A subjetividade é, agora, a instância última de constituição dos objetos enquanto objetos. Se isto é assim, como se legitima, antes de tudo, a pretensão mesma de recuperar a metafísica clássica (aristotélico-tomista) através da estrutura transcendental de pensar? Tal pretensão não seria, já antecipadamente, uma aporia? .. Ora, Maréchal considera que a metafísica clássica já possui todos elementos necessários para uma análise rigorosa do processo cognoscitivo, de modo que um diálogo com a filosofia transcendental deve significar apenas um imperativo dos novos tempos, isto é, uma adaptação à linguagem da filosofia crítica. O """"intelecto agente"""", para Maréchal, desempenha papel análogo ao da subjetividade transcendental: ambos têm, como função específica, um certo modo de apreensão dos objetos. No entanto, Maréchal entende que a função do """"intelecto agente"""", na tradição metafísica, comparada à subjetividade transcendental, é inclusive superior ao nível de reflexão alcançado pela filosofia transcendental. Com efeito, para a metafísica clássica, o conhecimento dos objetos tem como instância de referência fundamental não a subjetividade, mas o Ser absoluto. O método transcendental é, assim, algo extrínseco à estrutura da Metafísica.

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