Trabalho alienado e propriedade privada nos Manuscritos de 1844, de Karl Marx
Walber Nogueira da Silva
- Autor
- Walber Nogueira da Silva
- Orientador(a)
- Francisco José Soares Teixeira
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ — UECE
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2012
Este estudo tem o objetivo de analisar as relações entre trabalho alienado e propriedade privada apresentadas por Marx nos Manuscritos de 1844. Em seu itinerário crítico, Marx parte dos conceitos e pressupostos da economia política clássica para criticá-la. Assim, analisa o salário, o ganho do capital e a renda da terra. Com isso, pretende apreender a contradição básica do mundo moderno que nem mesmo os economistas políticos foram capazes de negar: o fato de o trabalhador transformar-se em uma mercadoria miserável e de o desenvolvimento da produção resultar em miséria para o trabalhador. Em seguida, Marx passa a analisar o processo que faz com que o trabalhador, longe de realizar-se em seu trabalho, encare este como sacrifício, como mortificação. O produto do trabalho lhe aparece como algo estranho e hostil, fora de seu controle. Seu trabalho, então, é um trabalho alienado. É aqui que ele expõe as famosas quatro formas ou determinações que a alienação assume para o trabalhador: 1) alienação dos produtos do trabalho; 2) alienação do ato da produção; 3) alienação do ser genérico do homem e 4) alienação do homem pelo próprio homem. Mas por que isso acontece? Porque o produto do trabalho é apropriado por outrem, pelo capitalista. Assim, segundo Marx, a propriedade privada é o resultado do trabalho alienado. A superação deste estado de coisas pode se dar pela superação da sociedade da propriedade privada, pois como no capitalismo as contradições se exacerbam, elas tendem a uma solução. Esta solução se manifesta na forma da emancipação dos trabalhadores, mas não só deles: de toda a humanidade.
