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Dissertações

TRADUZIR O MUNDO VIVIDO: A METAFÍSICA DA LINGUAGEM DE WALTER BENJAMIN

Ricardo Lavalhos Dal Forno

Dissertação
Autor
Ricardo Lavalhos Dal Forno
Orientador(a)
Ernildo Jacob Stein
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012Ricardo Lavalhos Dal Forno. TRADUZIR O MUNDO VIVIDO: A METAFÍSICA DA LINGUAGEM DE WALTER BENJAMIN. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Ernildo Jacob Stein.3

Na filosofia alemã dos últimos anos se pode observar o surgimento de projetos filosóficos que abordam a questão das alternativas para a Filosofia no contexto da crise do conceito de “consciência de si”. Entre essas posições que nascem da crise das filosofias da subjetividade se encontra a teoria da linguagem de Walter Benjamin. Nesta dissertação, conceito de “mundo vivido” pretende falar de algo que se apresenta como um ato filosófico fundador. Ele se refere a um espaço prévio e antepredicativo a partir de onde as coisas tomam seus lugares e iniciam seus movimentos na experiência humana. Em Walter Benjamin essa condição de ser anterior do mundo é essencialmente linguístico. E é por isso que se fala de uma “tradução” desse mundo já sempre presumido. O filósofo deixa claro que parte do quadro teórico da filosofia transcendental de Kant, mas, no entanto, já aponta para a superação dessa forma de pensar quando mostra que a subjetividade não determina o sentido do ser, mas experimenta e participa dele. Nessa nova forma de pensar se tem como central o fato de a linguagem, o sentido e a história serem o a priori com os quais o homem opera em seu mundo. Assim se passa da mediação categorial dos objetos da experiência pela subjetividade para a linguagem como medial de todo conhecimento. E, portanto, o modelo da filosofia da consciência deve substituído pelo modelo da filosofia da linguagem. Porém, a linguagem não surge aqui apenas como a linguagem natural humana, mas como a instância universal de expressão de todas as coisas e, assim, coextensiva ao mundo. Ela, enquanto totalidade, aparece nos pensamentos humanos, nas suas compreensões, nos seus desejos, nas suas paisagens e fornece o texto que o conhecimento humano procura ser a tradução em linguagem nomeadora. E, então, a autoridade epistêmica se desloca de um sujeito que representa o mundo para uma multiplicidade de participações linguísticas de sujeitos nomeadores. Assim, na teoria de Walter Benjamin, o homem deixa de ser apenas “doador” do sentido e passa a ser também “participador” do sentido no mundo.