TRANSFORMAÇÃO DE HÁBITOS E SUSTENTABILIDADE: A EVOLUÇÃO DE INTERPRETANTES NA (AUTO) CONSTRUÇÃO DA CIDADE
SONIA CRISTINA BOCARDI DE MORAES
- Autor
- SONIA CRISTINA BOCARDI DE MORAES
- Orientador(a)
- LAURO FREDERICO BARBOSA DA SILVEIRA
- Universidade
- UNIVERSIDADE EST.PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO/MARILIA — UNESP/MAR
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2004
O objetivo central desta dissertação é analisar a relação simbólico-estrutural que se estabelece entre o homem e a cidade que habita. Argumentamos que a vida do homem inserido em seu meio ambiente (que neste trabalho é caracterizado como a cidade) depende de sua consciência do mundo. Admitindo que as cidades são sistemas dinâmicos, procuramos verificar nelas indícios de auto-organização. Para tanto, investigamos o paradigma da auto-organização nos sistemas dinâmicos desenvolvido nas Ciências Cognitivas, com paralelos na Física, Biologia e Sociologia. Ressaltamos que a auto-organização nos sistemas dinâmicos se caracteriza como um processo criativo no qual estruturas são transformadas sem um centro organizador, dando lugar a processos emergentes. Estes caracterizam a criação e a formação de interpretantes na sua caracterização semiótica tal como proposta por Charles Sanders Pierce. A semiótica peirceana, que constitui parte de uma extensa """"arquitetura metafísica"""", trata da formação de interpretantes de forma bastante abrangente. Nesse sentido, ela fornece subsídios para a análise dos processos criativos de auto-organização e emergência presentes na estruturação das cidades. Nesse contexto, a criatividade pode ser constatada na significação de um processo informacional que relaciona signos e hábitos comportamentais produzindo crenças. No contínuo da formação de hábitos, vistos através da semiótica na relação que se estabelece entre interpretante, signo e objeto, constatamos um processo evolutivo. Procuramos mostrar que esse processo envolve a mudança de crenças e a consequente transformação de hábitos que se refletem na estruturação das cidades. Um entendimento possível da cidade é apresentado de modo a caracterizá-la enquanto um sistema dinâmico auto-organizado no qual ocorrem transformações entre seus elementos, num processo sígnico, criativo e evolutivo que permite a continuidade da vida.
