- Autor
- ROSANE ALVES DE ABREU
- Orientador(a)
- GILVAN LUIZ FOGEL
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2012
A dissertação pretende fazer uma análise do que Heidegger quer dizer com verdade. Para isso, faz-se necessário percorrer um caminho a partir de seu conceito tradicional, tomado há muito tempo como evidente, para conseguir chegar à verdade originária, no modo como ela aparece para o filósofo. Esse caminho propiciará uma discussão a respeito da essência da verdade compreendida como liberdade. Além disso, abordaremos a relação entre a questão da verdade e a essência do homem, de maneira que ambos aparecerão intrinsecamente ligados. O trabalho se baseia no parágrafo 44 de Ser e Tempo, ele parte do conceito tradicional de verdade e depois prossegue indicando a verdade originária, porque, na concepção de Heidegger, este conceito tradicional é derivado da verdade originária. Não se pode afirmar que o conceito tradicional de verdade, a verdade como correspondência, é falso ou errado, ele é apenas uma modificação do caráter fundamental de verdade que aconteceu no transcurso do tempo. Os conceitos expostos nessa dissertação são partes integrantes de um método para compreender que o homem, na busca pela verdade, acaba encontrando-se a si mesmo. Discutir sobre o que é essência da verdade, o que é essência da essência, de imediato, parece inútil e muito abstrato, mas este tipo de discussão dá respaldo para alcançar um âmbito mais próximo da vida cotidiana. O fundo teórico sobre a questão da verdade, apresentado neste trabalho, é como um alicerce para se estruturar uma conclusão de que o conceito de verdade tem ligação estrita com o tornar-se quem se é. Essência da verdade, liberdade, desvelamento são palavras para dizer que o homem sempre tem o poder-ser de vir a ser o que ele é e de perceber os entes ao seu redor se manifestando enquanto eles mesmos.
