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Dissertações

""""UMA CRÍTICA FENOMENOLÓGICA À TESE DE KANT SOBRE O SER: DA LINGUAGEM-UTENSÍLIO À LINGUAGEM-CONSTITUIÇÃO""""

FABRICIO BORGES MACEDO

Dissertação
Autor
FABRICIO BORGES MACEDO
Orientador(a)
RICARDO JOSÉ CORRÊA BARBOSA
Universidade
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO — UERJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2011
2011FABRICIO BORGES MACEDO. """"UMA CRÍTICA FENOMENOLÓGICA À TESE DE KANT SOBRE O SER: DA LINGUAGEM-UTENSÍLIO À LINGUAGEM-CONSTITUIÇÃO"""". 2011. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): RICARDO JOSÉ CORRÊA BARBOSA.2

Este trabalho visa realizar os primeiros passos de um projeto mais longo, cujo objetivo é determinar o sentido daquilo que entendemos como “pergunta pelo sentido do ser”; junto a isso, se tem aqui igualmente o propósito de pensar a metodologia que acaso venha a ser adequada, isto é, o tratamento específico que possa alguma vez dar a tal questionamento um desenvolvimento legítimo. O caminho por nós adotado partirá de Kant por motivos estratégicos, principalmente pela razão de encontrarmos aí uma tese declarada sobre “ser”, que lhe concede um sentido unitário: ao comentá-la, reconstruindo-a por meio da apresentação de alguns de seus momentos, estaremos nos utilizando da mesma para apontar aquilo que acreditamos constituir uma corrupção de sentido nas suas próprias bases, permitindo compreender as dificuldades lançadas pela questão que, assim nos parece, são as mesmas que terminam por gerar as confusões que perfazem a própria história da metafísica. Isto significa que nossa discussão do caso kantiano - embora vise diretamente a filosofia crítica e todo projeto de uma teoria das faculdades - deverá cunhar resultados mais amplos, já mesmo porque, a partir dela, viremos mesmo a afirmar a total inadequação de uma abordagem do sentido do ser sob o ponto de vista do comportamento teórico. Por oposição a ele, procuraremos demonstrar que ser só pode ser abordado no interior de um campo de sentido que se apresente como o que chamaremos de atividade descritiva ou, poderíamos igualmente dizer, uma atividade de mostração. Este último ponto, conclusivo somente quanto à parte do caminho que nosso projeto mais geral nos exige percorrer, será explicitado com a ajuda de alguns dos conceitos apresentados por Husserl em suas Investigações Lógicas.