- Autor
- Alexandre Ribeiro Martins
- Orientador(a)
- Bortolo Valle
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ — PUC/PR
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2012
O objeto de nossa pesquisa parte do seguinte problema: “em que situação se encontra realmente a vontade humana? Eu quero referir, sobretudo, a “vontade” como suporte do bem e do mal”. Para resolver este problema - que se mostra registrado no dia 21 de julho de 1916 no Diário Filosófico - tomamos como chave de leitura os Diários de Guerra, escritos entre 22 de agosto de 1914 a 10 de janeiro de 1917. Para examinarmos qual seria a compreensão de Wittgenstein sobre a situação da vontade humana, buscamos distingui-la do sentido usual do termo, para afirmá-la como um problema filosófico que se manifesta a partir da ética e da lógica. Para explorá-la, tomamos por referência alguns elementos do pensamento de Schopenhauer e de Tolstoï. Após mapearmos a questão da vontade nos escritos de Wittgenstein como suporte do bem e do mal, portanto, ética, buscamos entender a relação desta vontade com o mundo, o que nos implica pensar no problema do princípio de causalidade e na conexão da ética com o mundo, capaz de diferenciar o mundo do homem feliz do mundo do homem infeliz. Para tanto, recorremos ao sujeito e a potência de sua vontade capaz de alterar os limites do mundo, ou seja, o seu próprio mundo e, a partir disto, buscamos perceber como este microcosmo se configura como um mundo feliz. Este mundo feliz se manifesta de modo intemporal, constituindo uma experiência mística de supramundo, para além de seus limites, resultando na contemplação serena.
