- Autor
- JOSÉ CARLOS PIRES JÚNIOR
- Orientador(a)
- MARIA CANDIDA SOARES DEL-MASSO
- Universidade
- UNIVERSIDADE EST.PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO — UNESP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2002
A presente dissertação tem o objetivo de investigar algumas questões acerca da noção de criatividade e discutir a possibilidade de criação de modelos artificiais dos processos mentais criativos. Para tanto, analisamos as noções de criatividade a partir das concepções propostas por Margaret Boden, David Bohm e Charles Sanders Peirce, Primeiramente, investigamos a noção de criatividade na perspectiva de Boden, analisando a distinção entre criatividade psicológica e criatividade histórica, bem como a noção de espaço conceptual e a sua relação com o processo criativo. Em seguida, analisamos alguns aspectos da concepção de criatividade proposta por Bohm e sua concepção do processo criativo como resultando de pré-disposições para o aprendizado e para o rompimento de hábitos, dando especial ênfase à importância da percepção criadora. Em seguida, analisamos alguns aspectos da concepção peirceana de raciocínio abdutivo bem como as três categorias da experiência presentes no raciocínio abdutivo. Por fim, numa tentativa de compreender os processos criativos propriamente ditos, discutimos as principais contribuições criativas de Johann Sebastian Bach, Arnold Schöenberg e John Cage para a história da música ocidental. Argumentamos que a noção de criatividade, entendida como a possível ampliação de um campo conceptual historicamente produzido graças a raciocínios abdutivos e à mudança de concepções habituais, permite que compreendamos certos modelos computacionais de composição musical como criativos.....Palavras-chave: criatividade, criatividade musical, raciocínio abdutivo.
