"""" UMA PROPOSTA PARA O EMPIRISMO SEM DADO A APARTIR DE """"EMPIRICISM AND PHILOSOPHY OF MIND"""" DE WILFRID SELLARS""""
PAULO CÉSAR OLIVEIRA VASCONCELOS
- Autor
- PAULO CÉSAR OLIVEIRA VASCONCELOS
- Orientador(a)
- Maria Cristina de Tavora Sparano
- Universidade
- FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ — FUFPI
- Programa
- ÉTICA E EPISTEMOLOGIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2010
Os rumos da epistemologia têm-se voltado bastante para a filosofia analitíca, sobretudo do princípio do século XX até os dias atuais. Disciplinas filósoficas como Filosfia da Linguagem, Filosofia da Ciência, Filosofia da Mente, Ética, etc., encontram no método analítico ferramenta fundamental para o trabalho filosófico. O presente texto busca oferecer uma discussão em filosofia analitíca no campo da epistemologia, sobretudo no que diz respeito ao empirismo, e sua forma amadurecida - a ciência, e a filosofia da mente. A filosofia de Wilfrid Sellars, filósofo americano e com pouca divulgação no Brasil, constitui o pricipal objeto de exposição. Empiricism and the Philosophy of Mind, seu trabalho mais conhecido, contém todos os principais elementos para a compreensão de projeto filosofico, que se configura como uma critíca a epistemologia tradicional, centrada no modelo cartesiano e lockeano. Sellars propõe a superação desse modelo a partir de uma concepção de conhecimento desligada da ideia de representação e vinculada a uma noção de conhecimento como justificação de proposições. As teorias dos dados dos sentidos são postas em questão pela famosa crítica ao Mito do Dado. Para promover uma alternativa à crença no dado, Sellars oferece a tese do Nominalismo Psicológico, que pensa o conhecimento a partir da linguagem como fenômeno público..Em filosofia da mente, apesar do forte teor desconstrutivo em relação a epistemologia tradicional, Sellars mantém a noção de episódios internos, bem como a possibilidades de uma linguagem """"privada"""". Trata-se de demonstrar como é possível ser naturalista sem ser behaviorista, nem pressupõe o Mito do Dado, nem nega que existam experiências """"imediatas"""". Uma conciliação da imagem cientifica sobre o que seja a mente com sua imagem intuitiva. Partindo da proposição de que se busca uma superação da epistemologia tradicional, o texto pretende chegar a uma concepção de empirismo sem dado.
