- Autor
- Márcio Secco
- Orientador(a)
- Sara Albieri
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA — UFSC
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2004
A Filosofia de Francis Bacon teve, ao longo da história, leitura diversas. em alguns casos, quando seu pensamento e tomado para análise por parte de alguns defensores da ciência moderna, e tido como um autor menor, quando não insignificante; ao passo que alguns criíticos da ciência moderna o tomam como seu fundador, e, portanto, merecedor de todas as críticas que podem ser feitas contra os desenvolvimentos da ciência até nossos dias. O primeiro grupo toma como objetos de crítica o fato de que Bacon teria desprezado não só a matemática, como também o recurso às hipóteses como meio de investigação da realidade. É comum ainda alegarem o fato de que o filósofo inglês não teria feito nenhum avanço científico, permanecendo no nível meramente especulativo. O segundo grupo, apóia-se no que acredita ser uma defesa da utilidade como única finalidade da pesquisa científica, e volta-se contra esse utilitairismo, pretensamente definido por Bacon. Nosso principais objetivos nesse trablaho são: a) esclarecer algumas questões relativas ao método baconiano, principalmente no que se refere ao uso de hipóteses; b) apresentar uma interpretação falibilista da teoria de Francis Bacon, mostrando que a verdade e a utilidade são finalidades interdependentes em usa filosofia.
