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Dissertações

VERDADE EM OBRA: ARTE E POESIA DE MARTIN HEIDEGGER

Larissa Sousa Ferandes

Dissertação
Autor
Larissa Sousa Ferandes
Orientador(a)
Robson Costa Cordeiro
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2011
2011Larissa Sousa Ferandes. VERDADE EM OBRA: ARTE E POESIA DE MARTIN HEIDEGGER. 2011. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ), PB. Orientador(a): Robson Costa Cordeiro.2

Fenomenologia, Hermenêutica, Viravolta: As vias de acesso para a compreensão heideggeriana da obra de arte..Na sua analítica acerca da obra de arte, Heidegger pretende uma (des)construção fenomenológica de todos os conceitos que ali aparecem. Isto é, o filósofo pretende chegar ao modo mais originário destes, no sentido de """"ir às coisas mesmas""""; proposta deste método desde sua gênese..O pensamento fenomenológico de Heidegger é herança de seu mestre Husserl, a partir das Investigações Lógicas que pretendia atribuir um caráter de ciência rigorosa à filosofia. Num primeiro momento, esta era sua influência. No entanto, Heidegger pretende adequar tal método a intenção de sua filosofia, como afírma na conferência Meu caminho para afenomenologia:.a atividade docente de Husserl consistia no progressivo exercicio e na aprendizagem do 'ver' fenomenológico; ele exigia tanto a renúncia a todo uso nâo crítico de conhecimentos filosóficos como impunha não trazer-se, para o diálogo, a autoridade dos grandes pensadores. (HEIDEGGER, 1979, p.299).Heidegger atribui um novo rosto à fenomenologia, tendo em vista a crítica à tradição metafísica, que parte de uma releitura do método cartesiano, enfatizando a relação sujeito-objeto. A partir dessa crítica, o filósofo registra em Ser e Tempo uma fenomenologia que se distancia daquela noção de um tnétodo a se aplicar ao pensamento, confundindo-se entre tantos outros caminhos empregados para a compreensão da filosofia. Diferente disto, o fílósofo expõe o método fenomenológico enquanto o nada com que o existente se depara e assume como tarefa do pensamento:.[...] a Fenomenologia não é nenhum movimento, naquilo que lhe é mais próprio. Ela é a possibilidade do pensamento - que periodicamente se transforma e somente assim permanece - de corresponder ao apelo do que deve ser pensado. Se a fenomenologia for assim compreendida e guardada, então pode desaparecer como expressão, para dar lugar à questão do pensamento, cuja manifestação permanece \xm mistério (Ibidem, p.301)

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