Vontade e conhecimento como fundamento para a moral em Schopenhauer
MARIA SOCORRO DE LIMA
- Autor
- MARIA SOCORRO DE LIMA
- Orientador(a)
- Luciano Carlos Utteich
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANA — UNIOESTE
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2010
LIMA, Maria Socorro de. Vontade e conhecimento como fundamento para a moral em Schopenhauer. Toledo. 2010. Dissertação (Mestrado em Filosofia – Linha de Pesquisa: Ética e Filosofia Política) – Universidade Estadual do Oeste do Paraná. ..RESUMO..O objetivo do presente trabalho consiste em refletir sobre as categorias de vontade e de conhecimento apresentadas na filosofia de Schopenhauer e compreender que relação elas possuem com a moral altruísta. Para isso busca-se compreender a inversão que Schopenhauer efetua em sua filosofia sobre o intuitivo e o abstrato e a delimitação das faculdades de entendimento e de razão. Para isso vamos buscar entender quais são os limites de conhecimento do sujeito que se relaciona com o mundo, com os fenômenos, sob as formas e os princípios inerentes a esse tipo de conhecimento. Por sua vez, iremos apresentar também as condições peculiares do sujeito para o conhecimento da vontade como fundamento metafísico do mundo, considerando aqui como “vias” de abordagem o corpo, as ideias e a superação do princípio de individuação. Primeiro buscamos identificar qual é a “via” de conhecimento da vontade “em si” que fundamenta a moral altruísta. A seguir investigamos a existência da determinação a priori do caráter inteligível para a moral e também a relação do caráter empírico, caráter adquirido, e das motivações para ações consideradas como dotadas de autêntico valor moral. Por fim, a partir das conclusões de que a superação do princípio de individuação é o que propicia o reconhecimento da vontade como essência una do mundo e do sofrimento como idêntico a todos os seres; da compreensão da definição do caráter a priori para a moral altruísta, adentramos na abordagem sobre os níveis morais em Schopenhauer. A compaixão, sentimento que irrompe a partir da superação do princípio de individuação, é o que fundamenta a justiça espontânea e a caridade. Por meio do exposto, apresentamos, por fim, o ascetismo e a compreensão de que o asceta, ainda que, mediante a negação da vontade de vida, ele tenha como foco a sua vontade, colocando-se em contradição com ela, na medida em que a adoção de seu modo de vida é prefigurada pela superação do princípio de individuação e da compaixão, ele surge também relacionado com a moral...Palavras-chave: Vontade. Conhecimento. Moral. Caráter. Compaixão.
