Vontade e Subjetividade no Pensamento do Primeiro Wittgentein: acerca da possibilidade de uma leitura ética do Tractatus.
Horacio Luján Martínez
- Autor
- Horacio Luján Martínez
- Orientador(a)
- Arley Ramos Moreno
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1996
O Tractatus de Wittgenstein defronta ao leitor com o paradoxo de, após a demarcação dos limites da linguagem, falar aquilo indizível: proposições sobre a ética e os valores. Daí, tanto as """"interpretações logicistas"""", como as """"interpretações éticas"""" do livro, coincidem em qualificá-lo como contraditório. Nosso propósito é o de entender o tractatus fora dos termos da contradição. Para isso tomamos os conceitos de vontade e sujeito tais como aparecem no tractatus em outros escritos da época, e fizemos comparações criticas com esses mesmos conceitos tal qual surgem na obra de Schopenhauer """"O MUNDO COMO VONTADE E REPRESENTAÇÃO"""". Daí homologamos a renuncia ascética da vontade proposta pelo filósofo alemão com o que denominamos """"exercício ético do sujeito metafísico"""" na filosofia do Ludwig Wittgenstein. A partir dessa homologação, concluimos que existe no tractatus uma """"perfomatividade"""" ou """"dinâmica interna"""" que habilita a convivência entre a """"verdade inquestionável das suas proposições""""(vide prólogo do tractatus) e a sua qualificação como contra-sensos (vide tractatus 6.54).
