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Dissertações

Walter Benjamin. A arte de citar sem aspas

Ana Luiza Varella Franco

Dissertação
Autor
Ana Luiza Varella Franco
Orientador(a)
Kátia Rodrigues Muricy
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2005
2005Ana Luiza Varella Franco. Walter Benjamin. A arte de citar sem aspas. 2005. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): Kátia Rodrigues Muricy.2

A pesquisa sobre “a arte de citar sem aspas” é um estudo sobre a abrangência da filosofia da linguagem de Walter Benjamin. Esse estudo mostra que a arte de citar, descrita no trabalho Paris capital do século XIX - o livro das Passagens, responde ao modo de constituição da verdade proposto no prefácio do livro Origem do drama barroco alemão. Sob um modelo epistemológico-teológico e estético, Benjamin articula linguagem, história, teologia, filosofia e arte e propõe que o trabalho filosófico se efetive como interpretação alegórica. Benjamin está convencido de que a dimensão expressiva da linguagem é o lugar da verdade. Na imediatidade e historicidade da linguagem a verdade se torna visível. Apresenta-se na esfera das idéias: ela é nome, é forma lingüística que confirma a união entre sensível e inteligível. A verdade se realiza historicamente, no interior da linguagem, em uma configuração cuja cognoscibilidade recupera o passado, citando-o como origem. Ela é uma estrutura monadológica que, como a obra de arte, não está pronta. A arte de citar está em estreita correlação com a arte da montagem surrealista e em correlação com a forma da verdade e a forma da história. Ela é uma imagem que cristaliza a dialética da história no próprio fato lingüístico e, paradoxalmente, coloca em movimento o tempo. O passado, isto é, a história, pode ser citada, pois o objeto histórico, arrancado de seu contexto, explode o curso evolutivo da história. Esse processo corresponde a uma intervenção crítica destruidora que rompe com conceitos estabelecidos e, alegoricamente, constrói uma nova tradição. No momento da escrita, no “agora”, a história é renomeada.