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Dissertações

Wittgenstein: a subjetividade e sua base vital.

AMÉRICO ROBERTO PIOVESAN

Dissertação
Autor
AMÉRICO ROBERTO PIOVESAN
Orientador(a)
BENTO PRADO DE ALMEIDA FERRAZ JÚNIOR
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS — UFSCAR
Programa
FILOSOFIA E METODOLOGIA DAS CIÊNCIAS
Grau
MESTRADO
Ano
1998
1998AMÉRICO ROBERTO PIOVESAN. Wittgenstein: a subjetividade e sua base vital.. 1998. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA E METODOLOGIA DAS CIÊNCIAS) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS, SP. Orientador(a): BENTO PRADO DE ALMEIDA FERRAZ JÚNIOR.2

Pretendemos, neste trabalho, confrontar a concepção de subjetividade em Apel e Tugendhat, tendo como objetivo compará-la com Wittgenstein. Enquanto o projeto filosófico de Apel configura-se como pragmático-transcendental, Tugendhat desenvolve, inspirado na análise lógico-gramatical wittgensteiniana dos conceitos filosóficos, a semântica filosófica. Em Apel constatamos a retomada da proposta da tradição filosófica idealista, a de assegurar uma base fundacional para a filosofia, resultando daí uma noção de subjetividade na direção de um idealismo transcendental. Já Tugendhhat critica as teses da Filosofia Moderna com relação à subjetividade, concluindo que o """"interno""""como base fundacional para o conhecimento, tal qual esboçado pela Filosofia do sujeito moderna, não passa de um equívoco conceitual que deve ser dissolvido pela análise das sentenças...Ao comparar os projetos filosóficos destes dois pensadores, procuramos chamar a atenção para a maneira como aflora um discurso da subjetividade em Sobre a certeza. Enquanto em Apel a subjetividade é delineada de uma perspectiva teleológica, e em Tugendhat é considerada de uma perspectiva meramente semântica, em Sobre a certeza, em vez da subjetividade ser considerada de uma perspectiva fundacional cognitiva ou epistemológica, é considerada a partir da espera pré-reflexiva, daquela base fenomenológica que opera como base (sem fundamento) para a racionalidade.