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Dissertações

""""WITTGENSTEIN: VERTENTES PRAGMÁTICAS E HERMENÊUTICAS DO PENSAMENTO TARDIO""""

Laurenio Leite Sombra

Dissertação
Autor
Laurenio Leite Sombra
Orientador(a)
Julio Ramon Cabrera
Universidade
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA — UNB
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2008
2008Laurenio Leite Sombra. """"WITTGENSTEIN: VERTENTES PRAGMÁTICAS E HERMENÊUTICAS DO PENSAMENTO TARDIO"""". 2008. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, DF. Orientador(a): Julio Ramon Cabrera.2

Este trabalho visa compreender o pensamento do Wittgenstein tardio, a partir de um diálogo com duas correntes da filosofia: o pragmatismo americano e a hermenêutica filosófica alemã. A partir de uma reflexão fronteiriça, busca aspectos dessas correntes de pensamento que permitam revelar um pouco mais da obra do filósofo austríaco, particularmente da sua fase tardia, especialmente representada pelas investigações Filosóficas e o Da Certeza. Esse método de reflexão foi especialmente inspirado no livro Margens das Filosofias da Linguagem, de Julio Cabrera, em que diversas contraposições, especialmente em torno de Wittgenstein, são realizadas. No diálogo com o pragmatismo, representado por John Dewey e Richard Rorty, é explicitada uma aproximação do Wittgenstein que reconhece a importância do uso da linguagem para sua atribuição de significado, com corrente americana. Também é aspecto importante certa conseqüência dessa visão, que de ambos os lados rejeita as tradicionais leituras dualistas da filosofia. Por outro lado, é analisada a grande distância que há entre a visão otimista do futuro e de progresso nos pragmatistas com a filosofia de Wittgenstein, que parece rejeitar essa perspectiva. Com a hermenêutica filosófica, representada por Heidegger e Gadamer, também há importantes aproximações, em certa leitura “holística” do significado, e, para usar terminologias de Charles Taylor, na assunção de uma dimensão constitutiva de linguagem e de uma linguagem “engajada” entre os autores comparados. Por outro lado, este trabalho avalia, ao contrário de Charles Taylor, que a noção de background os separa, em função de um Wittgenstein que, a partir da impossibilidade de dizer além da própria linguagem, se recusa a “dizer” o background. É adjetivo desse trabalho, além de investigar um pouco mais sobre o Wittgenstein, a partir desse diálogo, provocar reflexões indiretas sobre o próprio diálogo e sobre a própria noção de filosofia.